Unidades de Gestão

Brinquedos e Jogos

Esta Unidade de Gestão é integrada por mais de dois mil brinquedos de Portugal e de outras partes, do passado ao presente, que documentam o desenvolvimento da criança e constituem uma memória da infância e do modo como os indivíduos crescem e se relacionam em comunidade. O advento da era tecnológica, que veio revolucionar o universo dos brinquedos e das brincadeiras de rua, encontra-se também representado em algumas peças desta Unidade de Gestão. As acomodações das peças desta Unidade encontram-se em prateleiras e gavetas metálicas adequadas ao fim.

Ciência e Tecnologia

Na Unidade de Gestão de Ciência e Tecnologia as espécies constituintes advêm, grosso modo, de doações, reunindo uma miríade de objetos, que, materializando rigor científico e/ou tecnológico, se democratizaram, acabando por repassar para as mais diversas esferas da sociedade. Dividida entre o científico, o artificial e o natural, esta Unidade de Gestão engloba, a mero título exemplificativo, equipamentos de física, de química e de medicina; máquinas para escrever, para fotografar, para reproduzir som e para multiplicar imagem; equipamentos de pesagem e de medição; computadores e acessórios informáticos; e animais empalhados e fósseis. As várias peças que integram esta Unidade de Gestão estão acomodadas em vários compartimentos no Edifício de São Francisco e num anexo à Igreja de Nossa Senhora da Guia, em condições satisfatórias, porém já apresentando uma evidente escassez de espaço, situação que se pretende resolver no decurso do próximo triénio.

Espécies em Pedra

A Unidade de Gestão de Espécies em Pedra é composta por cerca de duzentos exemplares, dividindo-se em cinco subunidades: Epigrafia, Heráldica, Elementos Arquitetónicos, Elementos Escultóricos e Elementos de Produção, constituindo, no seu conjunto, um rico conjunto de valor patrimonial e estético. Na sua maior parte, este acervo encontra-se exposto no nártex da Igreja de Nossa Senhora da Guia anexa ao Edifício de São Francisco. Nesta igreja, na antessacristia, no exterior do Edifício do Serviço Educativo e no NHMMCBL encontram-se também expostos diversos exemplares.

Falerística

Esta Unidade de Gestão é integrada por um conjunto de condecorações que foram, ao longo dos anos, doadas (muitas delas em conjunto com uniformes militares) ou adquiridas. Entre elas incluem-se insígnias das antigas ordens militares, de cavalaria e de mérito, criadas e atribuídas no período da monarquia, medalhas de campanhas militares e comemorativas, criadas e concedidas desde o fim da Guerra Peninsular até 1910, bem como outras criadas e concedias no período da República Portuguesa, ainda hoje vigentes. Existem também muitas outras condecorações, civis e militares, com caráter oficial ou não, constituindo-se assim esta Unidade de Gestão numa totalidade de mais de mil peças. No que respeita à acomodação em reserva, todas as espécies, dada a sua reduzida dimensão, encontram-se num armário colocado num corredor da zona técnica no Edifício de São Francisco.

Medalhística

Esta Unidade de Gestão integra um apreciável número de medalhas, incorporadas em resultado, sobretudo, de doações. Algumas são representativas de efemérides históricas e outras retratam as mais importantes personalidades e comemorações nacionais e internacionais. No âmbito desta Unidade de Gestão, existem também artefactos ligados ao fabrico de medalhas, como cunhos e matrizes. No que respeita à acomodação em reserva, as espécies, dada a sua reduzida dimensão, encontram-se num armário colocado num corredor da zona técnica no Edifício de São Francisco.

Memorabília e Colecionismo

Esta Unidade de Gestão, de criação recente, é constituída por algumas centenas de pequenos objetos de Memorabília muito diversa e por coleções de bonecas em vários materiais, esferográficas e aparos, lápis, isqueiros, medalhas, pins e selos. O seu acervo encontra-se acondicionado em caixas colocadas em prateleiras numa reserva.

Náutica e Aeronáutica

Esta Unidade de Gestão integra algumas embarcações, modelos e miniaturas de barcos, instrumentos e equipamentos náuticos, modelos de aviões, equipamentos, utensílios da baleação e scrimshaws. A maioria das embarcações encontram-se guardadas em reserva, com exceção do “Barco de Papel”, também conhecido por “Autonomia”, e de scrimshaws, que se encontram em exposição de longa duração no Edifício de São Francisco, e do “Bergantim Real”, que integra o espaço interpretativo do Palácio dos Capitães-Generais “Tempo e Espaço”.

Transportes

Unidade de Gestão constituída por automóveis, velocípedes sem motor, veículos de tração animal, selas e arreios civis, bem como modelos em miniatura de automóveis. Quase todos os automóveis estão guardados em reserva (armazém sito à Canada de Belém). A maior parte dos veículos de tração animal encontra-se na Reserva Visitável de Transportes de Tração Animal dos Séculos XVIII a XIX, no Edifício de São Francisco e no Palácio dos Capitães-Generais. A esmagadora maioria dos arreios do acervo do MAH é de natureza militar, pelo que a pequena quantidade de arreios civis em reserva encontra-se no NHMMCBL, com exceção dos que estão expostos no Edifício de São Francisco.

Arquivo de Som e Imagem

Acrescem ainda a estas Unidades de Gestão o Arquivo de Som e Imagem, instalado em condições apropriadas, com monitorização constante de temperatura e humidade, dada a natureza dos seus materiais, e onde se guardam vários milhares de fotografias nos mais variados suportes, películas fotográficas, registos sonoros, filmes, dos quais se destaca “Documentário Terceirense” (1927-33), cuja película original (cerca de mil metros e 42.000 fotogramas) documenta diferentes aspetos do viver angrense. O mesmo, de forma a garantir as melhores condições de conservação, encontra-se em depósito na Cinemateca Portuguesa.

Centro de Documentação

ESPÓLIO FRANCISCO DE LACERDA (1869-1934)

O seu espólio, incorporado no Museu de Angra do Heroísmo, integra documentação muito variada, sendo constituído por composições originais, correspondência, canções populares, cartazes e panfletos, fotografias, condecorações, instrumentos musicais, objetos pessoais, entre muitas outras peças.
O acesso on-line deste espólio, no endereço http://www.culturacores.azores.gov.pt/lacerda/ – organizado em “Projeto”; “Vida e Obra” e “Espólio” – permite o acesso público a um vasto manancial de informação facilitando, desta forma, o conhecimento, o estudo e a divulgação desta eminente personalidade.

ESPÓLIO ARTUR SANTOS (1914-1987)

Encontra-se desde 1988, no Museu de Angra do Heroísmo (MAH), uma parcela do vasto espólio do etnomusicólogo português, doado pelas suas irmãs após o seu falecimento.
Este espólio é composto por muitas notas de campo, artigos de jornal, alguma correspondência, transcrições musicais, fotografias, filmes, material eletrónico utilizado nas gravações e os próprios discos resultantes da pesquisa etnomusicológica em Portugal Continental, Angola, Açores e Madeira.
O legado de Artur Santos materializa-se, ainda, nos discos editados, sendo mesmo o mais importante trabalho na área de etnomusicologia feito nos Açores.

ESPÓLIO TENENTE-CORONEL JOSÉ AGOSTINHO (1888-1978)

O espólio do Tenente-Coronel José Agostinho existente no Museu de Angra do Heroísmo abrange diplomas e cartões, de ordem diversas, vários blocos e cadernos com apontamentos profissionais e pessoais, correspondência recebida e expedida, desenhos, fotografias, imagens, artigos de jornais e até mesmo algumas traduções para português, como por exemplo, a do português do poema If do escritor Rudyard Kipling.

ESPÓLIO GENERAL ALVES ROÇADAS (1882-1926)

O espólio do General Alves Roçadas recebido pelo Museu de Angra do Heroísmo, num total de 344 objetos inventariados, distribui-se pelas Unidades de Gestão de Militaria e Armamento, Uniformes e Acessórios Militares, Falerística, Fotografia, Documentos Gráficos e Artes Decorativas, além de um importante acervo de livros e periódicos, que passaram a integrar o Centro de Documentação do Museu. Este conjunto de objetos testemunha a vivência essencialmente militar do General Alves Roçadas, desde a Campanha dos Cuamatos no sul de Angola e as homenagens que lhe sucederam, até à sua passagem pela Índia, Macau e pela Flandres da Grande Guerra, culminando no comando da 1.ª Divisão do Exército Português.

ESPÓLIO MANUEL COELHO BAPTISTA DE LIMA (1920-1996)

A biblioteca e o espólio documental de Manuel Coelho Baptista de Lima foram adquiridos pela Região Autónoma dos Açores e incorporados no Museu de Angra do Heroísmo em 1998.
Aquela, compreende um vasto conjunto de monografias e publicações periódicas especialmente de temática militar (como a procurada Ordens do Exército), de história e cultura açoriana, museus, bibliotecas e arquivos dos primeiros 80 anos do século XX e também manuscritos e publicações sete e oitocentistas.
O espólio documental, conta com documentos de função privada e pública. O primeiro grupo, além de integrar numerosa correspondência pessoal, possui um pequeno núcleo de bens provenientes do arquivo de Albino Forjaz de Sampaio, seu sogro, especialmente dedicado à Iª República. O segundo é rico em documentação institucional da vida e funcionamento do Museu de Angra do Heroísmo e da Biblioteca Pública e Arquivo, em rascunhos manuscritos e datilografados de comunicações e textos publicados, em correspondência com organismos nacionais e internacionais (ICOM, ICOMOS, Fundação Calouste Gulbenkian, BAD, APOM entre outros).
Cartografia antiga, fotografias e negativos fazem, também, parte do espólio Baptista de Lima.

ESPÓLIO DE ARQUEOLOGIA

Se, o Regime Jurídico da Gestão do Património Arqueológico, determina que “O espólio resultante de pesquisas arqueológicas, terrestres ou subaquáticas, deverá ser depositado e conservado, após a conclusão dos trabalhos arqueológicos e do respectivo estudo e inventário, na instituição que for definida pelo Governo Regional, em cooperação com os organismos competentes do Estado” (Decreto Legislativo Regional, n.º 25/2016/A, de 22 de novembro, artigo 20.º), o Regime Jurídico dos Museus da Região Autónoma dos Açores vem especificar que a sua incorporação, proveniente “de trabalhos arqueológicos e de achados fortuitos é efetuada em museus” (Decreto Legislativo Regional, n.º 6/2018/A de 16 de maio de 2018, artigo 14.º).
Desde os anos setenta do século XX, com as primeiras incursões de arqueologia em Angra do Heroísmo, que o Museu tem vindo a integrar no seu acervo artefactos advindos dos mais distintos contextos. Assim, estes, porque oriundos do fundo do mar ou procedentes de terra – em cronologias que, partindo do povoamento chegam até à contemporaneidade –, dão testemunho de diversos ambientes e quotidianos, como por exemplo, de rotas comerciais que antecederam o vapor; de produtos como cerâmicas, especiarias, metais preciosos ou porcelanas; ou até de vivências, fossem elas a bordo de um navio, em clausura num convento, em convalescença num hospital ou na última morada.