20.04.2012 - 03.06.2012

Sala do capítulo

Sala do Capítulo 20 de abr. a 3 de jun.
Mostra de sete obras arquitetónicas escolhidas pelo seu significado no conjunto da produção de Paulo Gouveia e pela fiabilidade da documentação a elas respeitante existente no espólio deste arquiteto angrense, considerado o expoente máximo da arquitetura pós-modernista nos Açores. As obras apresentadas, que se integram tanto na esfera dos equipamentos públicos como no domínio da moradia privada, e se encontram edificadas tanto no espaço das ilhas como no do continente, constituem, de acordo com os comissários da exposição, arquitetos João Vieira Caldas e Sérgio Fazenda Rodrigues, exemplos maiores de “uma obra que reinventa a arquitetura vernácula da Região, estabelecendo um método de projetar que [Paulo Gouveia] utiliza em todas as geografias”.

A Presidência do Governo, através da Direção Regional da Cultura, promove a realização da exposição intitulada “Paulo Gouveia: A reinvenção do vernáculo”, cuja inauguração terá lugar no próximo dia 20 de abril, pelas 18h00, no Museu de Angra do Heroísmo.
Comissariada pelos arquitetos João Vieira Caldas e Sérgio Fazenda Rodrigues, esta mostra resulta da seleção de sete obras, escolhidas pelo seu significado no conjunto da produção arquitetónica de Paulo Gouveia e pela fiabilidade da documentação a elas respeitante existente no espólio. Essas obras são o Museu dos Baleeiros (Lajes, Pico), o Museu do Vinho (Madalena, Pico), a Fanfarra Operária Gago Coutinho e Sacadura Cabral (Angra do Heroísmo, Terceira), a Igreja de São Lourenço de Carnide (Lisboa), a Casa Margarida Leão (Ajuda, Lisboa), a Casa Godinho (Fontanelas, Sintra) e a Casa Lacerda (Engrade, Pico).
As obras apresentadas, que se integram tanto na esfera dos equipamentos públicos como no domínio da moradia privada, e se encontram edificadas tanto no espaço das ilhas como no do continente, constituem, de acordo com os comissários da exposição, exemplos maiores de “uma obra que reinventa a arquitetura vernácula da Região, estabelecendo um método de projetar que [Paulo Gouveia] utiliza em todas as geografias”.
Constituída por diversos painéis e por um catálogo que contextualiza e complementa a informação neles contida, esta mostra itinerante da obra do arquiteto terceirense permanecerá no Museu de Angra do Heroísmo até 3 de junho.
Tendo estado já patente no Museu dos Baleeiros de 31 de janeiro a 29 de fevereiro, a mesma exposição poderá ainda ser visitada na Galeria de Arte Moderna da Sociedade
Nacional de Belas-Artes entre 3 e 31 de julho e, finalmente, no Teatro Micaelense de 20 de setembro a 20 de outubro.
Paulo Gouveia nasceu em Angra do Heroísmo em 1939.
Formou-se em Biologia na Universidade de Coimbra, no início dos anos setenta, disciplina que passou a lecionar. Licenciou-se posteriormente em Arquitetura pela Escola Superior de Belas-Artes de Lisboa, em 1979.
Em 1987, viajou até aos Estados Unidos, uma experiência marcante, da qual resultaria, anos mais tarde, o estudo intitulado A Arquitetura Baleeira nos Açores / Whaling Architecture in the Azores, publicado em 1996.