20.02.2016 - 05.06.2016

Sala do Capítulo

Sala do Capítulo, 20 de fevereiro a 5 de junho
Medir o tempo é preocupação aparentemente exclusiva do ser humano. De facto, o ritmo biológico rege-se por um compasso diferente. Perceber essa sequência de momentos e adaptá-la ao viver da humanidade foi trabalho e esforço de milénios, baseado, sobretudo, na luz do sol ou no escorrer da água ou da areia.
Gnómon, clepsidra e ampulheta completavam-se bem, superando a falta de sol descoberto, o tempo enevoado e o escuro da noite. O certo, porém, é que todos estes métodos, embora marcando ritmos e assinalando compassos, dependem da natureza, dos astros e do próprio ser humano.
A independência e autonomia dos métodos de contar e marcar o tempo surgiram com a conjugação de três elementos: a invenção do peso, do escape e pêndulo e o aperfeiçoamento das engrenagens de rodas dentadas. O peso, na extremidade de uma corrente ou fio e ligado a uma roldana, fornecia energia, o escape garantia que essa energia tinha uma cadência igual por bastante tempo, longa fosse a corrente.
Esse é o momento marcante em que a mecânica liberta a medição do tempo e, conjuntamente com a revolução industrial, ambas se vão encarregar de estender uma fina teia dominadora sobre todas as ações do ser humano que, a partir de então, deixou de se regular para ser regulado.
Esta exposição de relógios da coleção do Museu de Angra do Heroísmo explora essas mecânicas reguladoras do tempo.