18.06.2008 - 26.09.2008

Sala Dacosta

Sala Dacosta, 18 jun. a 26 set.
Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento

Numa oportuna iniciativa da Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento em parceria com a Presidência do Governo dos Açores, através da Direcção Regional da Cultura, concretiza-se um projecto expositivo tripolar em que o Museu de Angra do Heroísmo muito se orgulha de participar, ao acolher esta importante mostra de Arte Contemporânea.
Porque o Museu é um território cultural, nele se cruzam por excelência expressões diversas: a tradição e a contemporaneidade encontram nele terreno fértil e, não raro, provocam eco; nele também as dinâmicas ascendente e descendente completam-se e deixam rasto… Por isso, o Museu deverá ser um território aberto, permeável e dinâmico, acolhedor e hospitaleiro; um lugar que suscite mais questões do que respostas; uma ágora que interrogue o presente, revendo o passado e preparando o futuro.
Neste contexto conceptual de Museu, é da maior relevância a participação do Museu de Angra do Heroísmo neste projecto expositivo. Apresentando obras de um conjunto de artistas que marcam a criação artística contemporânea em Portugal, ele oferece ao público visitante uma excepcional oportunidade de estar em contacto com variadas técnicas e expressões que se impõem ao Homem contemporâneo como reflexão inevitável de um tempo e de um espaço.
São obras de Álvaro Lapa, Ana Jotta, Eduardo Batarda, Jorge Queiroz, José Loureiro, Miguel Branco, Rui Chafes, Rui Leitão, Rui Moreira e Rui Sanches que celebram esta festa da arte, sob a designação Corpo Intermitente, que o Museu de Angra do Heroísmo acolhe com grande entusiasmo.
Jorge A. Paulus Bruno
Director do Museu de Angra do Heroísmo

Itinerário
A cidade de Angra do Heroísmo acolhe a exposição intitulada Corpo Intermitente , integrada num projecto, realizado pela Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento em colaboração com o Governo Regional dos Açores, que tem como objectivo dar a ver obras de arte contemporânea a partir de um duplo caminho descentralizador. Por um lado, mostrar a diversidade de propostas artísticas integradas na colecção. Por outro, estimular um forte empenhamento na descentralização dos lugares e equipamentos culturais que trabalham com públicos diferenciados. Acrescente-se, ainda, a edição e publicação dos catálogos, que contribuem, com a produção especializada de textos, para constituir uma maior amplitude na leitura e compreensão dos projectos expostos.
Em 1999, uma outra exposição de obras da colecção esteve patente nesta cidade e contou com a colaboração do Museu de Angra do Heroísmo para a adaptação da exposição, de menor dimensão, ao espaço do Palácio dos Capitães-Generais. O convite endereçado à Fundação Luso-Americana constituiu, na época, uma possibilidade única de integrar uma das mais importantes manifestações culturais da Ilha Terceira, as Festas Sanjoaninas.
A presente exposição foi pensada especificamente para o Museu de Angra do Heroísmo. A singularidade do seu espaço apresenta-se como um duplo corpo que se descobre na imponente arquitectura conventual de raiz setecentista e no seu interior renovado, consequência do restauro que sofreu no final da década de noventa do século passado. O museu é como um corpo reconstruído que resguarda e projecta dentro de si um outro corpo dinâmico, multifacetado e versátil. Um contentor que responde não só às necessidades do legado que acolhe, mas também às solicitações de artistas e obras contemporâneas que têm construído a sua identidade, expressa na programação que criteriosamente vem produzindo.
Na sequência da metodologia iniciada com o anterior projecto, esta exposição prossegue o cruzamento de linguagens e meios de expressão, conduzindo a uma (re)leitura de propostas e obras de arte significativas para o presente que vivemos.
João Silvério

Madugada XXII, Rui Chafes
1992, Ferro pintado

S/ Título, Ruy Leitão
1968/69, Guache sobre papel

A voz das pedras, Álvaro Lapa
1975, Grafite, colagem e flow-master sobre papel

S/ Título, José Loureiro
1990, Guache sobre papel

S/ Título, Jorge Queiroz
1998, Grafite sobre papel

S/Título, Rui Moreira
2004, Tinta de caneta sobre papel

S/Título (“Great moments in self-expression, vol. 14”), Eduardo Batarda
1973, Aguarela sobre papel

A Marat – 9, Rui Sanches
1989, Esmalte industrial sobre prova serigrafica em papel

S/Título, Miguel Branco
2000, Óleo s/ madeira

Duck-Rabbit?, Ana Jotta
1993 Esferográfica sobre papel